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  • dragisele

Tudo que você precisa saber sobre doença celíaca



A doença celíaca é uma patologia autoimune de origem genética que pode acometer pessoas de qualquer idade e se caracteriza pela inflamação crônica do intestino delgado.

Por autoimune entende-se o processo no qual as células de defesa do sistema imunológico atacam o próprio organismo, desencadeando uma resposta inflamatória.


Na doença celíaca, ocorre uma inflamação da mucosa intestinal desencadeada pelo glúten, uma proteína presente no trigo e em outros cereais como centeio, cevada e malte. De uma forma mais específica, a resposta autoimune da doença celíaca é desencadeada por um aminoácido chamado gliadina.


Uma vez iniciada a inflamação, as vilosidades intestinais entram em processo de atrofia, prejudicando a absorção de nutrientes e desencadeando respostas em diversas partes do organismo, não apenas no sistema digestivo. Dessa forma, os sintomas e sinais da doença celíaca podem incluir:


diarreia;

prisão de ventre;

cólica e desconforto abdominal;

anemia;

perda de peso;

osteoporose;

inflamações e dores articulares;

inflamações na pele;

queda de cabelo;

dificuldade de crescimento (em crianças);

e até ansiedade ou depressão.


O diagnóstico da doença celíaca é feito por meio da biópsia do intestino delgado (para confirmar as alterações morfológicas na mucosa) e do exame de sangue que identifica a presença de anticorpos contra o glúten na corrente sanguínea.


Embora seja mais comum diagnosticar a doença celíaca entre o primeiro e o terceiro ano de vida, quando são introduzidos cereais na dieta da criança, muitas pessoas chegam até a vida adulta sem saber que têm o problema.


A importância do diagnóstico e do tratamento adequados

Por essa razão, o acompanhamento médico é fundamental. Diante de sintomas intestinais que não cessam, é preciso buscar atendimento em um centro de saúde, para que seja possível investigar o quadro e dar início ao tratamento adequado.


Na doença celíaca, a principal medida de tratamento é a exclusão dos alimentos que contêm glúten da dieta. Não existem medicamentos para tratar a inflamação no intestino delgado.

No entanto, uma vez que pães, macarrão, bolo, pastel e outros alimentos à base de trigo e demais cereais sejam retirados do cardápio, o organismo começa a se recuperar e, dentro de um ou dois anos, o intestino delgado fica curado das lesões.


A legislação brasileira obriga a indústria alimentícia a informar na embalagem dos alimentos sobre a presença de glúten. Essa é uma maneira de proteger a saúde da população acometida pela doença celíaca.


Nesse processo, é importante contar com a ajuda de um especialista em nutrição, para que seja possível ao paciente fazer as alterações necessárias na dieta sem colocar em risco a ingestão dos nutrientes necessários para o funcionamento equilibrado do organismo.


A doença celíaca não tem cura, é verdade. Mas, com acompanhamento profissional, é possível manter a inflamação sob controle, promovendo o bem-estar e possibilitando que os pacientes levem uma vida normal, apesar das restrições alimentares.

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