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  • dragisele

Série Hormônios e Obesidade: Melatonina



Você gosta de dormir? Se sim, saiba que ter uma boa noite de sono é uma das maneiras mais fáceis de perder peso! Isso se deve à ação da melatonina, o hormônio do sono que, basicamente, faz a gente ficar alerta durante o dia e dormir durante a noite, respondendo às variações de luz do ambiente.


Os superpoderes da melatonina


A substância é fabricada à noite pela glândula pineal, localizada no cérebro. Durante o dia, ela permanece inativa e, quando o sol se põe e escurece, a pineal é ativada e começa a produzir melatonina ativamente. Com a liberação do hormônio no sangue, a pessoa começa a ficar menos alerta e o sono se torna convidativo.


Mas além disso, ela também controla a fome, o gasto de energia – bem como seu acúmulo no tecido adiposo –, a síntese e a ação da insulina nas células. E mais: o hormônio é ainda um poderoso antioxidante e apresenta funções anti-inflamatória, neuroprotetora e antienvelhecimento, agindo também no sistema genital feminino, influenciando a função ovariana e a fertilidade.


A relação com a obesidade


Estudos mostram que a melatonina pode ser uma importante aliada no combate a distúrbios metabólicos, entre eles o sobrepeso. Entre as descobertas mais recentes está um estudo publicado pelo Departamento de Ciências Biomédicas da Universidade de Sassari, na Itália, em parceria com outras universidades. A melatonina inibiu as células precursoras de gordura do corpo humano – um tipo de célula tronco presente em diversos tecidos como cordão umbilical, medula óssea e também no tecido adiposo (de gordura).


A obesidade também vem sendo estudada como, entre outros fatores, uma disfunção de células de gordura, já que estas entendem com maior frequência que a acumulação é importante. O tamanho e o número dessas células é um processo que ocorreu por conta da diferenciação das chamadas precursoras – que podem, ou não, virar tecido de gordura. E a melatonina impediu que isso acontecesse. Logo, foi avaliado o impacto da melatonina como uma espécie de modulador no destino destas células, ou seja, como o hormônio do sono ajudaria a orquestrar sua função correta.


Impressionante, não? Vários estudos continuam sendo realizados nessa área mas, por todos os demais benefícios do hormônio, muitas vezes, é recomendada sua suplementação. O que é bastante seguro, desde que feito com orientação e acompanhamento médico.


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