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  • dragisele

Série Hormônios e Obesidade: Hormônio do crescimento (GH)



O hormônio do crescimento (GH) desempenha um papel importantíssimo no corpo humano: ele é fundamental para o crescimento desde os primeiros anos de vida até o fechamento das cartilagens dos ossos, o que ocorre, em geral, entre os 15 e 20 anos de idade.


Produzido pela glândula hipófise, que fica na base do crânio, o GH participa da formação óssea, da manutenção da massa magra (músculos), da diminuição da massa gorda e do nosso sistema cardiovascular.


Ele é encontrado em grande quantidade nos músculos, no fígado e em tecidos e órgãos diretamente envolvidos no processo de crescimento. Mas um estudo realizado pela Universidade de São Paulo (USP) descobriu que que o cérebro também está repleto de receptores desse hormônio. E é aí que os problemas com a perda de peso começam!


A sabotagem nas dietas


Os cientistas do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB-USP) descobriram que, durante um período de jejum prolongado, o GH age no cérebro estimulando a fome e dificultando a perda de peso, tudo o que a gente não precisa no processo de emagrecimento!


Mas ele faz isso por uma boa causa. O que acontece é que quando uma pessoa está em dieta e não come o suficiente, o hormônio é secretado e o corpo entra em uma espécie de “modo econômico”, começando a guardar energia e aumentando a fome. O nível do GH sobe, deixando de influenciar o crescimento e passando a dizer que precisamos comer e guardar energia.


É uma questão de defesa e sobrevivência: se o corpo entende que há restrição de comida, ele é capaz de gastar menos energia e dá mais sobrevida àquele organismo. O problema é que esse mecanismo acaba atrapalhando os sucessos das dietas alimentares.


Agora, com os resultados da pesquisa, os cientistas podem chegar a um medicamento mais eficaz contra a obesidade. É claro que isso ainda vai demorar, já que são necessários mais anos de estudos. Mas saber o que acontece, quando e como, já é um passo gigantesco para isso.


Como tudo acontece


No período de jejum prolongado, o hormônio do crescimento indica ao cérebro que se "está passando fome". Esse sinal estimula a ingestão alimentar e, ao mesmo, faz com que o organismo "rode" num modo econômico, produzindo alterações hormonais que economizam energia. Isso explica porque, com o tempo, uma pessoa em dieta começa a ter dificuldade para sustentá-la a longo prazo.


Isso nos mostra que, em muitas das vezes, a dificuldade para manter os regimes de emagrecimento não se trata de falta de vontade nem de pouco esforço, mas de uma questão natural do organismo. Por isso é tão importante entender como o nosso corpo funciona e ter um acompanhamento personalizado com um especialista. Fica a dica!


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