Buscar
  • dragisele

Série Hormônios e Obesidade: Cortisol



No segundo post da nossa série, vamos falar sobre ele, o temido hormônio do estresse! O cortisol é responsável por regular diversas funções no organismo e a palavra-chave para lidar com ele é equilíbrio.


Em níveis baixos, o cortisol causa fadiga e falta de energia, dor nos músculos e articulações, febre baixa, anemia e infecções frequentes, hipoglicemia, pressão baixa e falta de apetite.


Já em níveis altos, o hormônio aumenta o risco de diabetes e hipertensão arterial e pode causar problemas como dificuldade para dormir, osteoporose e ganho de peso, estimulando o acúmulo de gordura abdominal. E tudo isso é desencadeado pelo estresse, já que a produção de cortisol aumenta em resposta a situações de alerta.


A origem do problema


Tudo começou lá atrás... Originalmente, esse era o hormônio liberado pelos nossos ancestrais quando precisavam fugir do perigo ou perseguir uma caça (ou seja, em situações de estresse).


É verdade que nós não vivemos mais em cavernas, mas as situações de alerta continuam acontecendo o tempo todo: problema no trabalho, discussão em casa, engarrafamento no trânsito, noites mal dormidas e até a alimentação pobre em nutrientes e rica em alimentos industrializados. Tudo isso é interpretado como perigo e gera picos constantes de cortisol, desequilibrando o papel do hormônio no organismo.


Um ciclo vicioso


Ao cessar o momento de tensão, os níveis de cortisol retornam ao normal. Porém, se o estresse estiver sempre presente, pode acontecer uma superexposição. Sabe aquela vontade incontrolável de atacar a geladeira quando você chega do trabalho depois de um dia difícil? Então! Essa é uma típica reação ao aumento desse hormônio.


Aí você come, ganha peso, fica estressada por isso, faz dieta, fica estressada por causa da dieta, os níveis de cortisol nunca abaixam e você nunca consegue emagrecer. Faz sentido para você?


Como manter o equilíbrio


Sim: existem tratamentos medicamentosos para regular os níveis de cortisol. Mas com mudança de estilo de vida, alimentação e técnicas de relaxamento, é possível reduzi-los naturalmente, já que o equilíbrio hormonal depende da redução da exposição aos fatores que desencadeiam o estresse e ansiedade. Sendo assim, guarde essas dicas:


⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

1. Durma o suficiente


Durma sempre em horários adequados e ajuste o tempo de sono necessário para o seu organismo, seja de 6 ou 10 horas de sono por dia.


2. Tome muito cuidado com a dieta


Evite comer besteiras. Alimentos ricos em carboidratos simples e excesso de açúcar ou gordura acabam aumentando consideravelmente a produção de cortisol. Alguns - poucos - deslizes na dieta não se tornam um grande problema se forem uma exceção dentro de uma rotina.


3. Beba água


Tão importante quanto a dieta, manter a hidratação é fundamental. Várias horas sem ingerir água gera um processo de desidratação, que desencadeia um 'estresse' metabólico e aumenta muito a produção de cortisol.


4. Treine de forma inteligente


Planeje seu treino de maneira consciente, com ajuda de um profissional de educação física. Uma progressão correta de carga e intensidade gera ótimos resultados.


5. Amenize os sintomas da ansiedade.


A ansiedade aumenta a liberação de adrenalina e cortisol. Então, foque em mudanças na rotina alimentar, bons hábitos de sono e exercícios de relaxamento. Ter um hobby que permita esquecer das preocupações também é fundamental para quem busca diminuir a ansiedade.


6. Busque ajuda especializada


Se você já fez de tudo para emagrecer e continua brigando com a balança, o problema pode estar justamente na deficiência ou no excesso dessas substâncias químicas cruciais ao bom funcionamento do organismo.

⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

É preciso fazer uma investigação séria e criteriosa para descobrir suas complexidades e fazer os possíveis ajustes clínicos. Quer uma ajudinha? Fale comigo!


39 visualizações0 comentário