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  • dragisele

Porque manter o peso após emagrecer é mais difícil?


Você sabia que manter o peso ideal pode ser até mais difícil do que emagrecer?


Diferentemente do que muitas pessoas podem imaginar, manter o peso corporal não é apenas uma questão de autocontrole. Recentemente, a ciência tem mostrado exatamente o contrário: o peso e a massa gorda corporal são regulados por mecanismos fisiológicos que podem ir além da ingestão de alimentos e da prática de atividade física.


As tentativas de emagrecer ativam mecanismos biológicos que tendem a dificultar a perda de peso e restaurar o peso e os níveis de massa gorda (peso de gordura) que o corpo tinha antes. O organismo entende que a reserva de gordura é um importante estoque de energia para nossa sobrevivência e busca maneiras de recuperar os quilos que se foram. Para isso, os hormônios responsáveis pela fome aumentam, enquanto o metabolismo passa a economizar energia para realizar as mesmas tarefas de antes.


A função dos hormônios intestinais


Os hormônios intestinais são os principais reguladores da homeostase energética e atuam nos circuitos cerebrais que estimulam o comportamento alimentar. A restrição de energia por meio de uma dieta acelera os impulsos compensatórios destinados a resistir à perda de peso e sustentar um peso corporal maior. Ou seja, o nosso organismo tende a retornar ao peso maior antes de uma dieta restritiva, de forma a alterar a secreção de hormônios intestinais para restaurar as reservas de energia.


Além disso, estudos apontam que após realizar uma dieta de baixa ingestão calórica, ocorrem alterações hormonais intestinais que combinadas com os níveis de fome, fazem com que o peso infelizmente retorne.


Adaptação metabólica


A adaptação metabólica ocorre quando há uma diminuição da taxa metabólica basal após uma restrição calórica. Este mecanismo é desencadeado pelo nosso corpo como um modo de sobrevivência. Ou seja, se a ingestão alimentar for menor, do que a necessária para haver uma manutenção de peso corporal, a longo prazo, o corpo diminuirá também o seu gasto energético, a fim de evitar a perda de massa (magra e gordura). Com isso, o corpo mantém o peso.


Dessa maneira, uma frequência elevada de atividade física pode preservar a massa magra e evitar a desaceleração da taxa metabólica durante a perda de peso.


A compulsão por comer também pode ser vilã


Como a comida é essencial para a sobrevivência. Desenvolvemos processos motivacionais que direcionam nossa atenção e desejo por ela e pelo prazer de comer. Por sua vez, esses desejos podem levar ao consumo excessivo, muitas vezes se alimentando além de nossas necessidades metabólicas.

O metabolismo desacelera


Como se não bastasse aumentar a fome e retardar a saciedade, um outro mecanismo deixa as coisas ainda mais difíceis para quem deseja manter o peso: o corpo pode desacelerar e gastar menos energia para os processos metabólicos, a fim de fazer um estoque (de gordura), caso você precise dele no futuro.

Para evitar o reganho de peso, é fundamental mudar o estilo de vida e adotar estratégias como:

  • Praticar atividade física regularmente. O exercício físico reduz a inflamação e o aumento da massa magra é necessário para diminuir os efeitos da adaptação metabólica, quando é reduzido o gasto energético em repouso após uma grande perda de peso.

  • Consumir a quantidade adequada de proteínas e seguir uma dieta balanceada também é muito importante para evitar a diminuição da taxa metabólica basal.

  • A inflamação também pode ser influenciada pela dieta. Lembre-se que alimentos anti-inflamatórios são recursos que auxiliam a manter o peso ideal. Uma alimentação rica em frutas, verduras e fontes de gordura boa, que evite alimentos processados, super gordurosos e ricos em açúcar é imprescindível no processo de emagrecimento saudável.

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