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O papel da alimentação no tratamento da síndrome do ovário policístico



A síndrome do ovário policístico (SOP) é uma doença endocrinológica muito comum no mundo todo. De acordo com um estudo publicado em 2017 no periódico médico “The Journal Of Clinical Endocrinology & Metabolism”, esta condição afeta entre 9% e 18% das mulheres em idade reprodutiva.


Mesmo sendo um problema tão comum, a SOP ainda não é muito conhecida popularmente.


Síndrome do ovário policístico: o que é?


A síndrome do ovário policístico é uma doença endocrinológica crônica, caracterizada por alterações na ovulação (como anovulação e oligovulação) e pela produção excessiva de hormônios androgênicos, como testosterona e seus precursores, em mulheres.


Os principais sintomas da síndrome do ovário policístico, são:


  • Irregularidade no ciclo menstrual

  • Hirsutismo, que é o aparecimento de pêlos em regiões nas quais as mulheres geralmente não os apresentam, como face, mamas, costas e nádegas.

  • Alopécia androgênica, que é a perda dos cabelos, devido ao excesso do hormônio DHT, que promove a diminuição dos folículos pilosos, associado à predisposição genética.

  • Acne, causada pela intensificação da secreção das glândulas sebáceas, promovida pelo excesso de certos hormônios androgênicos.


É importante que as mulheres fiquem atentas aos possíveis sinais deste distúrbio, pois, embora seja muito comum, ele pode ter consequências sérias, como aumento do risco do desenvolvimento de diabetes e doenças cardiovasculares, principalmente no caso de mulheres obesas.


As causas do ovário policístico ainda não são totalmente elucidadas, porém, sabe-se que esta disfunção pode ser causada por uma combinação de fatores genéticos e ambientais.


Mudanças no estilo de vida são essenciais para reverter os sintomas desta condição e evitar suas complicações. Grande parte destas mudanças estão na alimentação.


O papel da alimentação no tratamento síndrome do ovário policístico


Uma característica muito prevalente em mulheres que têm a síndrome do ovário policístico é a resistência à insulina. Este problema, inclusive, está relacionado às disfunções hormonais que caracterizam o problema. Além disso, o sobrepeso e a obesidade estão relacionados à síndrome.


Os hábitos alimentares da mulher que sofre com a síndrome do ovário policístico têm uma grande influência na maneira como este distúrbio se desenvolve ao longo do tempo.

Alimentos ricos em carboidratos refinados, como farinhas brancas, biscoitos recheados e massas não integrais, em geral, têm um maior índice glicêmico, ou seja, um alto potencial de elevar os níveis de açúcar no sangue. O alto consumo deste tipo de alimento, faz com que mais insulina seja liberada na corrente sanguínea, para levar esta glicose para dentro das células. Isto, no entanto, pode ser um problema, pois a produção excessiva desse hormônio pode levar ao quadro de resistência à insulina, algo bem característico das mulheres que têm a síndrome do ovário policístico.


Por outro lado, uma alimentação que privilegia o consumo de alimentos in-natura e ricos em fibras pode ajudar no controle desta condição. O emagrecimento também pode ser um bom aliado contra este distúrbio hormonal.


Assim, a prática de exercícios físicos e a adoção de uma alimentação mais equilibrada - ambos sob orientação profissional - podem ajudar as mulheres que têm síndrome do ovário policístico a recuperarem sua qualidade de vida e obterem uma maior longevidade!


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