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Mitos sobre a terapia de reposição hormonal feminina


Mitos sobre a terapia de reposição hormonal feminina

Sabia que 80% das mulheres que já passaram dos 50 anos precisa fazer algum tipo de reposição hormonal? Geralmente, é a partir dessa idade que os sintomas da menopausa começam a aparecer, trazendo ondas de calor, insônia e alterações no ciclo menstrual.


É nessa etapa da vida que ocorre uma transição do período reprodutivo para o não reprodutivo. Por isso, é importantíssimo que a mulher já comece a procurar o cuidado médico na perimenopausa, ou seja, nos anos que antecedem a menopausa.


Em resumo, toda mulher acima dos 40 anos que começar a notar alguma alteração na menstruação deve procurar um especialista e fazer exames de dosagem de hormônios pelo menos uma vez ao ano. Em casos de declínio acentuado, é necessário começar a reposição já na perimenopausa ou na fase inicial da menopausa.


Os principais mitos que envolvem esse assunto são:


Mito 1: A reposição hormonal causa câncer.


Em 2002, um estudo realizado nos Estados Unidos sugeriu que mulheres que faziam reposição hormonal tinham mais chances de ter câncer de mama. Hoje, sabe-se que o aumento absoluto das chances é pequeno, sendo de 38 casos a cada 10 mil mulheres. Além disso, esse número se refere principalmente a mulheres com mais 60 anos e que utilizam a reposição há mais de cinco anos. Outro ponto questionável nesse resultado é que os hormônios atuariam no desenvolvimento de tumores já existentes, não sendo capazes de desencadear a criação de novos.


Mito 2: As doses de hormônio utilizadas são elevadas.


A dose dos hormônios femininos geralmente é baixa, assemelhando-se aos níveis de produção do próprio organismo.


Mito 3: A reposição hormonal provoca o aumento de peso.


Durante a menopausa, a mulher tem uma redistribuição da massa adiposa e a gordura começa a se concentrar no abdômen e nas mamas, o que passa uma impressão de que ela está mais "gordinha". Mas essa alteração não tem relação alguma com o tratamento. Na verdade, com o ajuste dos hormônios, vem um ganho de disposição, além da melhora na composição corporal, favorecendo o ganho de músculo e a perda de gordura (além da melhora da libido).


Mito 4: O tratamento dura o resto da vida.


A média da duração do tratamento é de cinco anos, mas o tempo varia bastante. Algumas mulheres usam a reposição por mais de dez anos, enquanto outras não mais do que três anos. O ideal é que, anualmente, o médico faça uma avaliação da necessidade dos hormônios e, caso identifique uma evolução considerável na contenção dos sintomas, dispense o uso.


Mito 5: Todas as mulheres podem fazer reposição hormonal.


A avaliação do ginecologista é fundamental para diagnosticar doenças e possíveis complicações relacionadas à reposição hormonal. Isso porque há algumas doenças que contraindicam o uso de terapia hormonal, como câncer ou lesão suspeita na mama, acidente vascular cerebral (derrame), trombose, hipertensão arterial grave sem controle, câncer de endométrio, doença hepática grave e sangramento vaginal sem causa estabelecida. Nesses casos, há um aumento do risco de doenças tromboembólicas como coágulos nas pernas ou no pulmão e derrame.


Mito 6: A reposição hormonal causa problemas cardíacos e osteoporose.


Na verdade, a reposição ajuda a prevenir essas doenças. Por agir na parede das artérias, o estrogênio protege contra a concentração de gordura no local, o que diminui os níveis de colesterol e ajuda na prevenção de arteriosclerose e enfarte. Como o estrogênio também influencia na saúde dos ossos, a baixa no hormônio faz a mulher na menopausa perder massa óssea, o que facilita o apareci­mento da osteoporose. A reposição fortalece a massa óssea, diminuindo as chances de desenvolvimento da doença.


Mito 7: A única forma de reposição é via oral.


A mulher pode optar pela utilização de comprimidos ingeridos via oral todos os dias, adesivos (trocados duas vezes por semana), implantes subcutâ­neos com duração de seis meses a um ano ou cremes e géis aplicados diariamente na pele ou pela via vaginal. A vantagem dos métodos que não passam pela via oral é que os hormônios caem direto na corrente sanguínea, o que não sobrecarrega o fígado, diminuindo a possibilidade de danos hepáticos e amenizando efeitos colaterais.


Viu só o monte de coisa infundada que é disseminada? Isso só reforça a necessidade de se ter extremo cuidado com o que se lê e se escuta por aí, principalmente quando o assunto é a nossa saúde.



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