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  • dragisele

Generosidade é o segredo para uma vida longa


E quem afirma isso é a ciência! Um novo estudo concluiu que ações como dar dinheiro, recursos e até mesmo atenção para seus filhos ou pais idosos provavelmente aumentará sua expectativa de vida!


É isso mesmo. Os resultados mostraram que há uma relação linear entre a quantidade e a frequência das transferências de riqueza e a duração da vida dos indivíduos. E essas transferências intergeracionais incluem não só dinheiro em espécie, mas também casas, benefícios e tempo.


Segundo o principal autor do estudo, Tobias Vogt, que é professor da Universidade de Groningen, na Holanda, uma das maneiras mais valiosas de transferir algo importante para um ente querido é cozinhar, cuidar e ler para ele. Mais simples do que imaginamos, né?


Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores usaram uma metanálise de 2010 realizada por cientistas da Brigham Young University, dos Estados Unidos. Um agregado de 148 estudos separados envolvendo um total de mais de 300 mil participantes.


Analisando os dados, eles descobriram que a sobrevivência era 50% maior para pessoas com relacionamentos sociais mais fortes em comparação com os participantes com menos ou nenhum vínculo social.


Com os níveis mais baixos de mortalidade, a França e o Japão ficaram em primeiro lugar em compartilhamento de recursos, apresentando a maior média de transferências de riqueza individual. Esses países dividem entre 68% e 69% de sua renda vitalícia, enquanto relatam taxas de mortalidade cerca de duas vezes mais baixas que a China e a Turquia, onde as pessoas dividem entre 44% e 48% de sua renda vitalícia, de acordo com o estudo.


Por aqui, os resultados também foram bons. Os pesquisadores relataram que os países da América do Sul têm uma classificação elevada em termos de generosidade, pois compartilham mais de 60% da renda média ao longo da vida de um indivíduo.


No lado inferior do espectro, os países da África Subsaariana e do Sudeste Asiático eram aqueles nos quais as pessoas eram menos capazes de dividir parte de seus ganhos ao longo da vida e vivenciavam uma expectativa de vida menor.


Pode até não parecer, mas esse levantamento é tão importante que generosidade e expectativa de vida estão entre as seis variáveis ​​que os cientistas analisam ao elaborar o Relatório da Felicidade Mundial, divulgado anualmente pela Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.


Essa relação acontece porque o comportamento generoso está relacionado à confiança, respeito mútuo e um sentimento de estar junto. E, consequentemente, pessoas que são mais felizes são também mais saudáveis. Por isso, as sociedades com alta confiança mútua são mais propensas a ser resilientes, e isso pode ser visto em como elas se saíram recentemente na luta contra o coronavírus.


Vejamos o exemplo da Noruega e da Nova Zelândia, que são nações que mantêm o vírus sob controle. Os dois países são lugares conhecidos por ter populações em que as pessoas confiam umas nas outras! Lembra da confiança, respeito mútuo e do sentimento de estar junto? Então...


Isso prova que nossa resistência coletiva como espécie não é sobre a sobrevivência dos indivíduos mais aptos, mas sim sobre a sobrevivência das sociedades mais cooperativas. Isso se reflete na resiliência a doenças, terremotos ou mudanças no clima, por exemplo. Em suma, ajudar uns aos outros se torna, cada vez mais, uma questão de sobrevivência!


Com tudo isso, o estudo, que foi publicado recentemente no Proceedings of the National Academy of Science, mostrou que compartilhar a generosidade pode refletir a força da conexão social, que por si só beneficia a saúde e o bem-estar humanos e, indiretamente, aumenta a longevidade dos indivíduos. Muito legal, né?



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