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  • dragisele

Estudo analisa a relação entre consumo de carnes e doenças isquêmicas


Não é novidade que o consumo de carne vermelha e de carnes processadas pode aumentar o risco de uma pessoa desenvolver doenças isquêmicas do coração (DIC). Esta é a conclusão de uma nova meta-análise de estudos feitos por 30 anos com mais de 1,4 milhão de pessoas e divulgada recentemente pela Critical Reviews in Food Science and Nutrition.

As doenças isquêmicas do coração são o resultado da obstrução das artérias coronárias e se desenvolvem quando depósitos de gordura do colesterol criam um acúmulo de placas nas paredes das artérias que fornecem sangue ao coração. Também conhecida como doença arterial coronariana, a condição é a principal causa de morte e invalidez em todo o mundo.

Para cada 50g de carne bovina, cordeiro e porco consumidos, o risco de desenvolver doença cardíaca coronária aumenta 9%. A carne processada parece agravar ainda mais: a cada 50g de carnes processadas como presunto, bacon ou salsicha ingeridas, o risco aumenta 18%. A carne processada também está associada a um maior aumento no risco de surgimento do câncer de intestino do que a carne vermelha.

Talvez você esteja pensando que um aumento de 9 a 18% pode não parecer muito arriscado, não é mesmo? Acontece que, se considerarmos que poucas pessoas comem em torno de 60g de carne vermelha ou processada em qualquer refeição, esses dados são ainda mais preocupantes.

E tem notícia boa para quem não abre mão da carne no prato: aparentemente não há ligação entre comer aves, como frango e peru, a um risco aumentado de doença coronariana. A maioria dos tipos de aves, que são consideradas carnes magras, não contém os níveis de gordura saturada encontrados na carne vermelha e nem os altos níveis de sódio que possuem as carnes processadas. A gordura saturada desempenha um papel importante no desenvolvimento de placas nas paredes das artérias, um dos principais contribuintes para os bloqueios associados às doenças coronárias. O sódio pode aumentar a pressão arterial, também restringindo o fluxo de sangue para o coração.

Praticar atividade física e alimentar-se de forma saudável e equilibrada é essencial para prevenir doenças cardíacas e garantir qualidade de vida. Além disso, estudos realizados comprovam que as melhores dietas para reduzir o risco de desenvolver doenças cardíacas são baseadas em plantas. Segundo as classificações de melhor dieta para a saúde do coração do US News & World Report, a dieta mediterrânea está associada à dieta DASH e à dieta Ornish como a melhor dieta saudável para o coração.



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