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  • dragisele

Doença de Crohn: como a alimentação pode ajudar a minimizar os sintomas da inflamação?



Uma coisa que eu sempre faço questão de ressaltar é que, se manter uma dieta saudável, com o acompanhamento de um especialista, é super importante para uma pessoa saudável, imagina para alguém que já esteja em tratamento, com alguma doença?


Nestes casos, esse cuidado se torna imprescindível, até mesmo para atenuar os sintomas. É o que acontece com a Doença de Crohn, uma doença inflamatória séria do trato gastrointestinal. Ela afeta predominantemente a parte inferior do intestino delgado e intestino grosso, mas pode afetar qualquer parte do trato digestório.


Entre os principais sintomas estão diarreia, dor abdominal, perda de peso e anemia. Outra coisa frequente nessa condição é a desnutrição, que decorre da inflamação intestinal, da alimentação inadequada e da redução da absorção de vitaminas e minerais. Só isso já prova a importância vital que uma boa alimentação tem nesse caso, né?


Uma dieta adequada pode ajudar a controlar e aliviar os sintomas da doença, além de corrigir a desnutrição e repor deficiências de nutrientes, melhorando (e muito) a qualidade de vida do paciente.


Mas é importante dizer que não existe uma única dieta a ser seguida por todos os pacientes de Crohn. As recomendações nutricionais são feitas de forma individualizada. Além disso, a sensibilidade a um ou outro alimento é variável ao longo do tempo e o que era habitualmente consumido pode ser desaconselhado em outro período. Por isso, a dieta deve ser sempre reajustada com a ajuda de um especialista.


Porém, há algumas boas práticas para todos os pacientes com a doença, como:


Beber bastante água

Não ficar muito tempo sem se alimentar

Se alimentar em pequenas porções com intervalos mais curtos

Comer devagar, mastigando bem os alimentos

Reduzir o consumo de alimentos industrializados

Evitar alimentos gordurosos

Evitar excesso de lactose, açúcar, adoçantes artificiais e condimentos

Dar preferência ao consumo das fibras solúveis, como a farinha de aveia, que auxilia no controle da diarreia

Evitar a ingestão de café, chá preto e refrigerantes, que podem irritar a mucosa do intestino

Consumir alimentos anti-inflamatórios, como aqueles ricos em ômega 3, a exemplo do salmão

Evitar cigarro e bebidas alcoólicas


A suplementação multivitamínica, de ômega 3, glutamina e probióticos também pode ser utilizada, desde que indicada e acompanhada por um especialista.



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