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  • dragisele

Disbiose intestinal: você já ouviu falar?



Quando falamos em bactérias, é muito comum que as pessoas associem este termo a algo perigoso ou nocivo. Existem, de fato, bactérias que são patogênicas, ou seja, que têm o potencial de causar doenças, entretanto, nem todas elas são assim.


Nosso corpo está cheio de “bactérias boas” que, além de não nos prejudicarem, desempenham funções muito importantes para o bom funcionamento do organismo. E é justamente no intestino que se encontra a maior parte dessas bactérias.


O equilíbrio da flora intestinal

A“flora intestinal”, ou “microbiota intestinal”, nada mais é do que o ecossistema formado pelos milhões de microrganismos que habitam o nosso trato gastrointestinal: bactérias, vírus e fungos.


Esta microbiota não é inerte e participa ativamente de diversos processos que são essenciais para a nossa saúde e bem-estar. Entre as suas principais funções, estão:

  • Auxílio na digestão de alguns alimentos

  • Auxílio na absorção de nutrientes

  • Produção de cerca de 90% da nossa serotonina, hormônio neurotransmissor que participa, dentre outras coisas, na regulação do nosso humor

  • Formação de uma barreira protetora no intestino

Cada pessoa tem uma microbiota diferente, como uma “impressão digital”, que varia de acordo com fatores como idade, hábitos alimentares, doenças, estilo de vida e uso de medicamentos. Quando está em equilíbrio, a microbiota intestinal desempenha bem as suas funções. Porém, quando algo atrapalha esta harmonia, temos um quadro chamado de “disbiose intestinal”.


Causas e consequências da disbiose intestinal

A disbiose intestinal acontece quando o equilíbrio entre bactérias boas e as bactérias patogênicas da microbiota intestinal é perturbado, ou seja, quando o número de bactérias do primeiro grupo começa a diminuir e o número de bactérias do segundo grupo começa a aumentar.


Esta perturbação do equilíbrio da microbiota intestinal pode ser causada por diversos fatores, sendo os principais:

  • Uso indiscriminado de antibióticos

  • Má alimentação, com consumo excessivo de alimentos ultraprocessados

  • Estresse

  • Abuso de álcool e tabaco

  • Uso indiscriminado de laxantes

Na disbiose intestinal, a barreira de proteção formada pelos microorganismos bons é rompida, aumentando a permeabilidade do intestino e tornando-o mais desprotegido. Assim, toxinas e microrganismos patogênicos podem acessar o fluxo sanguíneo e provocar infecções e outros problemas em diferentes partes do corpo.

Devido à importância dos microrganismos do trato gastrointestinal no processo de digestão de alimentos, o desequilíbrio da microbiota intestinal também leva à redução da absorção de nutrientes e às consequentes carências nutricionais.

Além disso, diversos estudos têm relacionado a disbiose intestinal a diversas outras condições, como doenças inflamatórias intestinais, obesidade e diabetes tipo 2. Assim, o tratamento adequado da disbiose intestinal é extremamente importante.


Como tratar a disbiose intestinal?


Na maioria das vezes, o tratamento da disbiose intestinal é feito através de mudanças alimentares, que propiciam o restabelecimento da saúde intestinal, e a suplementação com probióticos e prebióticos, que são respectivamente bactérias benéficas para o nosso organismo e fibras que servem de alimento para os probióticos e favorecem sua sobrevivência e proliferação.

O tratamento nutricional para a disbiose intestinal deve ser acompanhado por um profissional especializado. Por isso, caso você tenha recebido este diagnóstico, não deixe de buscar um profissional capacitado, para que ele te oriente nesta transição de hábitos alimentares.


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