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  • dragisele

Dieta cetogênica no tratamento de epilepsia


Você já ouviu falar em dieta cetogênica? Associada ao tratamento de epilepsia, a dieta cetogênica busca reduzir drasticamente as crises da doença. Mas afinal, o que é e como ela funciona? Hoje escolhi falar sobre este assunto aqui no blog.


Uma das maneiras mais clássicas para emagrecer é reduzir a ingestão de carboidratos. Por isso, a dieta cetogênica é um exemplo que ganhou fama pela sua capacidade de auxiliar na perda de peso.


E como a dieta cetogênica pode auxiliar no tratamento de epilepsia refratária?


Para começar, é importante entender que a epilepsia refratária surge quando há insistência na frequência das crises epilépticas, mesmo após o uso de medicações prescritas para o tratamento da doença. Após este diagnóstico, que está presente em 30% dos casos da doença, é possível realizar tentativas com novos medicamentos. Além disso, é indispensável que o paciente seja orientado quanto à possibilidade de aderir à dieta cetogênica e ao tratamento medicamentoso.


Sua adoção pode resultar na diminuição do número de crises e melhora no neurodesenvolvimento de pacientes com epilepsia. Com a dieta cetogênica, pode ocorrer uma mudança na fonte de energia utilizada pelo cérebro, que passa a usar a gordura ao invés da glicose. A gordura é o substancial mais ingerido da dieta.


Essa modificação química está associada à produção de corpos cetônicos, que podem reduzir a excitabilidade neuronal e apresentar um efeito antiepiléptico, com melhor controle das crises. A cetose acontece quando o corpo está em jejum ou como resultado de uma dieta reduzida em carboidratos.


A dieta pode reverter o cérebro a formas mais naturais do metabolismo. Isso justifica porque ela é mais eficaz em crianças, seguido de adolescentes e, em menor escala, em adultos.


Com a dieta cetogênica, o paciente poderá ter uma diminuição significativa na frequência de crises epiléticas, por meio de uma alimentação baseada em alimentos fonte de gordura, enquanto reduz aqueles que são fonte de carboidrato e proteína. Para assegurar um melhor desempenho da dieta, os alimentos devem ser pesados em balança nutricional.


Quais alimentos fazem parte do cardápio na dieta cetogênica?


Entre os alimentos permitidos na dieta, estão: legumes, verduras, frutas, queijos, carnes, ovos e oleaginosas, como castanhas, nozes, amêndoas, etc. Já os cereais, (arroz, aveia, trigo, centeio…) e os tubérculos (batata, beterraba, inhame…) devem ser consumidos em menor quantidade. A hidratação é importante e deve ser mantida. O volume ideal de cada alimento será indicado de acordo com a faixa etária.


A dieta é muito rica em lipídios, popularmente conhecido como a gordura “boa” – não a hipersaturada de colesterol ou a gordura trans - onde o consumo diário deve variar entre 60 a 70% de gordura, 30% de proteína e 5% (ou menos) de carboidrato. O processo faz com que o metabolismo passe a utilizar a gordura de reserva que o corpo tem armazenado.


A dieta cetogênica deve ser feita de forma contínua e regrada, com a suplementação de vitaminas e micronutrientes, até que seja realizada a análise de melhora do paciente. O acompanhamento deve ser conduzido por um médico e nutricionista com formação e experiência em dieta cetogênica.


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