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  • dragisele

A relação entre dietas restritivas e compulsão alimentar



Na sociedade em que vivemos, é muito comum que as pessoas se submetam a dietas extremamente restritivas para perder peso de forma rápida. Estas dietas não são difíceis de encontrar, basta uma simples busca na web para descobrir diversas “dicas” de emagrecimento.


Na maioria das vezes, estes conteúdos são escritos por pessoas que não têm formação em nutrição ou nutrologia e estas dietas podem ter consequências gravíssimas, podendo levar pessoas a desenvolverem transtornos alimentares. Um transtorno que está intimamente ligado a dietas restritivas é a compulsão alimentar.


Por que dietas restritivas levam a compulsão alimentar


A princípio, restrição e compulsão alimentar podem parecer coisas opostas mas, na verdade, uma pode levar à outra. Pessoas que fazem dietas muito restritivas podem até perder peso mas, na maioria das vezes, recuperam todo o peso perdido rapidamente, podendo até ganhar quilos a mais. Isto ocorre porque, a restrição exagerada na alimentação, seja ela na ingestão de calorias, ou na diminuição drástica do consumo de algum grupo alimentar, como carboidratos e gorduras, coloca o cérebro em uma posição de alerta.


Como o corpo não está sendo adequadamente nutrido, ele tenta se proteger, aumentando a fome e os desejos por alimentos específicos. Não é à toa que, no meio da dieta restritiva, temos vontades de comer pães, doces e massas. Estes não são os alimentos mais nutritivos, mas são aqueles mais calóricos, e que tem absorção mais rápida: o que o corpo precisa, neste momento, é de energia, e rápido!


Além disso, existem fatores psicológicos envolvidos nesta relação e a compulsão alimentar pode ser desencadeada pela frustração, estresse e ansiedade causados por esta restrição exagerada na alimentação.


Compulsão alimentar não é só comer em excesso


Antes de tudo, temos que fazer esta distinção: compulsão alimentar não é o mesmo que exageros pontuais na alimentação. Comer aquela barra de chocolate durante o período menstrual, ou exagerar nos salgadinhos no aniversário da prima, embora não sejam atitudes que devam ser encorajadas, também são normais e fazem parte da nossa vivência como seres humanos.


A compulsão alimentar não é um simples exagero, é uma doença. Ela é caracterizada por episódios recorrentes de perda de controle, onde há o consumo de quantidades excepcionais de comida, acompanhado de sentimentos de vergonha e culpa. É comum que esta situação gere um ciclo: a pessoa restringe muito sua alimentação, tem um episódio de descontrole, se sente culpada pelo que comeu, restringe sua alimentação para compensar as calorias ingeridas, tem outro episódio de descontrole … e por aí vai.


Como tratar este transtorno


A compulsão alimentar pode levar a consequências seríssimas para a saúde: além de ocasionar ganho de peso e alterações metabólicas, este transtorno prejudica a autoestima da pessoa e pode levá-la a desenvolver outras doenças, como bulimia e diabetes. Por este motivo, é essencial que ele seja tratado. Porém, é muito difícil interromper o ciclo da compulsão alimentar sozinho. O ideal é que seja realizada uma abordagem multidisciplinar, que pode envolver vários profissionais, sempre levando em conta os aspectos nutricionais e psicológicos da situação.


Com o auxílio profissional, uma pessoa que tem compulsão alimentar pode deixar este problema para trás. No entanto, para isto, é necessário dar o primeiro passo e buscar ajuda. Portanto, se você se identifica com as descrições deste post, não sinta receio ou vergonha de buscar a orientação de um profissional, estamos aqui para te ajudar!


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