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  • dragisele

A qualidade do que você come, faz toda diferença!


O corpo humano precisa de gordura para funcionar, mas o excesso de gordura armazenada pode comprometer a saúde. Pode-se afirmar que, comer exageradamente alimentos processados com alto teor de carboidrato, aliado a um estilo de vida sedentário, são as principais causas da obesidade.

No entanto, como o índice da obesidade aumenta todos os anos, pesquisadores agora estão explorando se as calorias de qualquer alimento contribuem para desenvolver a condição. Um novo estudo publicado no The American Journal of Clinical Nutrition sugere que o principal fator por trás da epidemia de obesidade nos Estados Unidos pode ser o que comemos, em vez de quanto comemos.

A pesquisa mostra que o excesso de peso está ligado a várias condições de saúde e pode aumentar o risco de desenvolver doenças crônicas. Como consequência da obesidade, identificamos: pressão alta, diabetes tipo 2, doença cardiovascular, saúde mental fragilizada e qualidade de vida reduzida.

Após observar que a recomendação de comer menos calorias do que o corpo precisa, isto é, o déficit calórico, não aparenta diminuir as taxas de obesidade, os pesquisadores começaram a investigar como o corpo responde à ingestão de certos alimentos para descobrir se eles podem desempenhar um papel mais significativo no aumento de peso.

Comer alimentos processados leva a mais secreção de insulina e menos secreção de glucagon. Quando isso acontece, pode aumentar o armazenamento de gordura no corpo e causar um metabolismo mais lento, além da sensação de fome também ser maior.

Para compreender melhor, imagine que ao consumir 100 calorias de biscoito recheado ou 100 calorias de peito de frango, você se sentirá satisfeito por mais tempo com o peito de frango. Isto é, além de ficarmos menos satisfeitos quando ingerimos mais carboidratos altamente processados, o nosso organismo provavelmente ainda armazena mais gordura.

Acontece que, o controle do peso é mai sutil do que o déficit calórico e que os macronutrientes dos alimentos que consumimos podem ter efeitos diferentes sobre os níveis hormonais. Determinados hormônios são fundamentais no armazenamento de gordura, metabolismo de carboidratos e outros fatores relacionados ao uso de energia, esse é um dos motivos pelos quais o foco da pesquisa passa a ser o que estamos comendo e não a quantidade que consumimos.

Estudos realizados anteriormente mostram que dietas de baixo índice glicêmico (IG), com predominância de alimentos que não causam picos de glicose no sangue, auxiliam na redução de peso corporal. Grãos refinados e processados, bem como açúcares adicionados, possuem um IG relativamente alto. Já os vegetais sem amido, frutas e grãos inteiros naturais tendem a ter um IG baixo ou moderado.

A pesquisa sugere que focar em alimentos de baixo IG, em vez de simplesmente pensar na ingestão calórica para todos os alimentos, pode ser a chave para ajudar algumas pessoas no controle de peso.

Para reduzir a ingestão de alimentos com alto índice glicêmico, você pode optar por substituir biscoitos recheados por biscoitos integrais com manteiga de amendoim, trocar o pão branco pelo pão integral ou escolher flocos de farelo em vez de flocos de milho, por exemplo.

Para ter uma perda de peso sustentável, concentre-se em ter na base da sua dieta, frutas, vegetais, grãos inteiros, proteínas magras e gorduras saudáveis para o coração, como azeite de oliva e abacate.


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